terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Memórias de Tom

Muitas pessoas dizem que o peixe, por ter ômega 3 é bom para nossa memória, e de fato é, a própria medicina está aí para comprovar, mas hoje não quero falar sobre os benefícios que o peixe, como alimento nos proporciona, quero então trazer a memória, momentos em que um peixe em especial nos proporcionou, conhecido como Tom, ele encantou e enfrentou as correntes de sua vida para nos fazer lembrar de suas aventuras. Então, conheça agora um pouco a história de Tom, um peixe domesticado.

 Há três anos, em uma Escola Bíblica de Férias (EBF) de crianças, a qual tinha como tema: Navegando com Jesus, todos os alunos e professores tiveram como lembrancinha um peixe inserido em saco plástico com água, cada um teve a oportunidade de escolher um peixinho, não muito satisfeita, Érika, uma das professoras, escolheu um peixe meio raquítico  e que não tinha uma beleza visível, mas resolveu então levá-lo para casa e dar-lhe um nome : Tom, nome este, escolhido pelo acaso. Enfim, Tom agora tinha um lar, mas como todo peixe domesticado mora em um aquário, não poderia ser diferente com esse, ou será que sim? vejamos, a sua dona então dá a ele, um pequeno aquário, que não demorou muito, para ser rejeitado pelo seu próprio habitante. Mas Érika e sua família deram mais uma nova casa a Tom, aí parece que ele não a rejeitou, pelo menos não naquele instante. O tempo foi passando e as notícias corriam soltas, os alunos daquela EBF e seus respectivos professores se surpreendiam com a existência de Tom, pois já não havia mais nenhum peixe se quer vivo para contar história, todos já tinham morrido, ops todos não, Tom estava lá, firme e forte habitando o lar da família Carvalho, sempre dando umas cambalhotas e se alimentando como um leão!
 Érika todos os dias ao chegar da faculdade perguntava: - Mãe já colocou comida para o Tom?
 - e se porventura sua mãe viesse a esquecer, era bronca direto, tamanha era a preocupação com Tom.
 Tom realmente já tinha a confiança de todos da casa, inclusive de crianças que ia visitá-lo. Mas como disse anteriormente, esse peixe com o passar dos anos foi ficando mais exigente, e parecia não mais gostar de morar em um aquário, por isso, começou a reclamar com sua dona, aí nesse momento você deve está achando maluquice, mas não,  é isso mesmo, Tom começou a reclamar por meio de comportamentos estranhos, vivia se rebatendo no vidro e saltando no aquário, foi aí que Érika o entendeu, e resolveu colocá-lo em um pequeno recipiente- bacia, então Tom ficou mais quieto , e continuou a ser o mesmo de sempre. Aqui, quero pedi sua permissão para contar uma aventura maluca de Tom: Certo dia, eu havia chegado em casa, e não havia ninguém a não ser a Cessi, nossa cadelinha, e ao abrir a porta do quarto onde Tom ficava, me deparo com uma cena assustadora, e aqui, se você realmente acompanha minhas crônicas vai lembrar de um fato curioso, enfim, a cena que vi, foi a de um peixe no chão se rebatendo, eu não tive coragem para pegá-lo e jogá-lo de volta em sua bacia, porque da mesma forma que sempre tive medo de pegar em galinha, rsrsrsrsr, (para entender leia minha crônica: O retorno da galinha), mas também não pego em peixe, tenho uma certa gastura.. sei lá, mas o fato é que nesse pega não pega, a vida de Tom estava em risco, por isso, fui correndo à rua pedir ajuda, e a minha sorte é que minha irmã chegou e o pegou, nesse intervalo ,nosso peixinho ficou uns 10 minutos sem respirar, é isso mesmo, até hoje muito riem desse fato , mas é o que aconteceu com nosso guerreiro. Daí o trecho da música: Peixe Vivo, se aplica ao nosso Tom...  "Como pode peixe vivo viver fora da água fria".... Mas nosso peixinho sabe como pode.... rsrsrsrrs Ufa! ele é guerreiro!

Depois desse episódio, e com o passar dos últimos dois anos, Tom parecia não ser mais o mesmo, não sei se as quedas constantes e falta de oxigenação o fizeram ficar meio estranho, ou até mesmo a velhice o deixou caduco, mas só sei que Tom ainda nos alegrava! Outro dia, a Érika percebeu um agravante na saúde do peixe, ele havia ficado cego, foi um dia muito difícil para os seus donos, pois Tom tinha diminuído sua capacidade arteira dentro de sua bacia e não brincava mais como dantes, mas comida ah.. para se alimentar, ele não media esforços...

É... parece que a cegueira de Tom, veio para nos fazer enxergar, que por mais somente alguns meses, o peixe domesticado, ficaria conosco, e foi o que aconteceu, hoje Tom foi encontrado retorcido em sua bacia, retorcido, demostrou que nadou  até o fim, nessa maré de vida... da vida de um peixe...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Minha Viagem de férias


Olha pessoal! Saí de férias istor dia e resolvi gastá inté o qui eu num tinha. Comprei um jumentinho e falei preu mesmo! Vou lascá a sandália no mundo e pegá um sor qui na Brasília   num tem. Peguei uma bateria carregada, instalei um toca-fita Rodstar e coloquei no lombo do bicho que di tão infeitado parecia inté uma árvori e natá.Ele era um bicho muito arisco e tinha tração  nas quatro patas, ar concionado que só funcionava na hora que sortava pum, óculos Ri Ban na cara que ficava inté parecido cum Vardiki Soriano. O jumento era mais metido que secretária de deputado e tinha uma listra preta no lombo que parecia que era pintado. Saí ouvindo o som na maior altura,tocando a música do Luis Gonzaga que se chama O Jumento é nosso irmão. Peguei a istrada do Sobradin . pra dispois encontrar a 020 cum distino indestinado e cum dô nu intestino pro causa dos pastér da redoviária, acompanhado do disintala gato que é o tar di cardo di cana. Com o jumento a mais di deis por hora quase dando cavalo di pau
na pista, quando o bicho puxava o frei de mão. segui aquela istrada a mais di cinco hora e ainda num tinha passado di Pranaltina dos goiás. Desci pra tomá um café nesses lugá na bera da estrada e falei com o vendedo. Bota um café aí pra mim e ele me perguntô ! É pingado? E eu falei! Põe de uma veiz só qui eu tô com pressa! Paguei aquele pretinho com o que tinha sobrado do 13º e montei no imprestável que era o nome do meu burrico e segui em direção a Bahia. Na subida as tartaruga me ultrapassava, mas só que na descida as coisa se invertia porque aí era eu qui era ultrapassado por elas. Mas num me abati pois dispois de cinco dia de viagem usando aquele papel igiênico Jornalex que limpa e informa, sem tomá banho, já tava cum cherinho de francês, me senti importante e usei aquele perfumi qui mi custou os olhos da cara, mais ou menos uns 5 Real de nome Essensê de Lê Gambá e a coisa mudô, eu tava mais cherôso do qui mulhé da vida no local di trabalho, peguei o espelho e vi qui tava mais bunito do qui contra-cheque di deputado no finar do ano. Já tava chegando perto de Alvorada pois percebi qui faltava apenas 120 quilômetros pra percorrer montado naquele  jumento ligêro. Só qui o bicho inpacô qui nem medida provisória quando intala a pauta do congresso ,e eu fiquei parado qui nem salário de servidor público no governo da Dilma, e fiquei mais chateado do que torcedor do torcedô do Botafogo na reta finar do campeonato., mais num pudia desistir porque afinar eu tava curtindo as férias. Cansei! Larguei aquele filhote de zaga do Flamengo cum ataque do Atlético Goianiense no meio da istrada amarrado num pé de piqui onde tinha uma caixa de marimbondos. Segui a minha caminhada levando a importância de deis reaus e um vale transporte. Andei muito, sofri mais que palmeirense em dia de jogo e cansei mais do que zagueiro que tenta marcar o Neymar. Dispois de caminhá uma semana cheguei em Alvorada cuns pé mais lascado do que juelho de torcedor do Vasco fazendo promessa pro time melhorár. Quando eu entrei na cidade, a primeira cara que eu vi foi a daquele burro discarado cum a barriga quase arrastando no chão  di tanto cumê e aquele ar di felicidade que mais parecia um torcedô do Fluminense. Cheguei bem perto daquele istrupício, olhei bem nos olhos dele e por um momento pensei que ele de certa forma tava rindo de mim com aqueles beiço de lutador derrotado de luta livre e aquele olhar de menino traquino que tinha acabado de ver a priminha tomar banho pelada. O ódio me subiu a cabeça e a vontade que tive foi de esmurrar aquele filhote de STJD com CBF até ele cair que nem adversário do Anderson Silva. Eu tava retado! Eu tava muito raivoso porque investi naquele jegue inté o dinheiro que num tinha pra dispois aquele desclassificado me deixar a pé ondi a única coisa que passava era os dias das minhas férias. Foi triste as pinga qui eu tomei e pior ainda os tombo que eu levei. Sentei no banco da praça pra discança e arrumar um jeito de vortá pra casa porque as férias tinham ído pras cucuia e então eu tinha que vortá pra Brasília onde o trabalho me esperava. 
O jumento qui num é burro ficou com o fazendeiro em Alvorada comendo do bom e do mió. Mas agora tenho que ir embora e só confio nas minhas pernas. Elas não empacam e nem me deixam na istrada.     

Conto de Roberto Carvalho.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O retorno da Galinha


Por que será que existem tantos animais, mas só alguns como  cachorros e gatos ficam em evidência? Por acaso somente eles teriam sentimentos pelos seus donos? Talvez essa seja a pergunta que muitos animais gostariam de fazer se assim pudessem... E foi exatamente observando o comportamento de um desses animais que descrevo uma situação bastante curiosa que me fez entender que não só cachorros ou gatos têm sentimentos pelos seus donos  acompanhe por gentileza:

Estávamos eu e minha famosa cadelinha Cessi, como é de costume, passeando pelas ruas, próximo à minha residência quando escuto um: Có có có có cocoricó.....então pensei de onde vem esse barulho... Logicamente você deve pensar de uma galinha ora, e de fato vinha de uma galinha, mas por que essa galinha cacarejava tão alto? Queria ela se comunicar? O que o Có cocoricó dela queria dizer meu Deus?....pensei eu... então... fui chegando cada vez mais perto e puxando a Cessi na coleira, já que ela tem medo de galinha, fui  dispistando...dispistando ... Opa o que é isso? O que essa galinha está fazendo? Lá está ela imagine a cena... Dois passos para trás e um pulinho para frente, dois passos para trás e um salto a frente, e esta cena se repetia...pensei até que a galinha estava dançando, ou sei lá treinando para as próximas olimpíadas...quem sabe ué? O fato é que aquela galinha estava tentando algo e como dizem por aí que eu invento ou que ouço muito os animais, ou melhor, vejo coisas nos animais que ninguém consegue enxergar então.... fui tentar entende-la  peguei a Cessi no colo ( tadinha ela estava cansada) e segui em direção àquela galinha... com muita cautela porque eu também tenho medo de alguns animais inclusive de galinha, mas essa é uma outra história outro dia conto para vocês, enfim ali estava ela .. Entendi o que ela queria com tantos pulos e cocoricós.. ela estava na verdade advinha?  Tentando retornar à sua casa, cada impulso que ela dava era um preparo para poder pular o muro tadinha cada cocoricó que ela entoava era para dizer eu quero entrar de novo em minha casa, já que o portão estava fechado, a minha visão mudou em relação aos animais, aprendi que galinhas não fazem a  au au.. não balançam o rabo, afinal nem têm para balançar,mas que elas também amam seus lares. ...E depois dizem que só cachorros têm sentimentos...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SER GRANDE



Um dia quando pequeno com certeza  você disse: quando eu crescer....

Só que sem perceber esse dia chegou em sua vida aí....

Aí... você descobre que esse dia não era lá essas coisas que você imaginava não... ah você descobre...

Você descobre que o munda da fantasia não existe, que o que na verdade existe é um mundo cheio... 

Cheio de pessoas vazias, cheio de indiferenças e cheio de gente que também faz a diferença e ama, e é por isso que você não desiste de SER GRANDE

 Um dia você descobre que ser grande não é tão legal assim, pois com o SER grande vem a senhora Responsabilidade e esta, só você pode carregar, pois na vida de SER GRANDE seus pais somente te  a ensinará,  mas levá-la? ah.... aí é com você,
Mas SER GRANDE também tem suas vantagens você pode fazer a diferença, já que quando pequeno ela não era tão notada assim como é hoje....

E você já parou para pensar que diferença pode gerar igualdade? sim é claro, se quando GRANDE posso ajudar com minha ATITUDE o próximo, posso também torná-lo igual a outros.

E quando SER GRANDE se torna TÃO PEQUENO diante às dificuldades da VIDA? aí UM SER GRANDE que é infinitamente mais do que você possa imaginar se levanta em seu favor e lhe diz:
 " Tende bom ânimo eu venci o mundo" João 3.33 palavra de Jesus. Por isso, SER GRANDE pode torná-lo em muitas situações pequeno, mas com JESUS CRISTO você é maior que qualquer problema, e aí você descobre que há um SER GRANDE que olha para você!





terça-feira, 21 de agosto de 2012

Estacionar em espaço público custa caro no DF


Quem nunca estacionou em espaço público e teve que pagar por isso? Há algo errado? Mas não é público? O que é público não é para ser usado pelo público? Seria... se não fôssemos abordados diariamente por pessoas que muitas vezes não te dá nem oportunidade para usufruir da liberdade de ir e vir sem ter que pagar por isso. Não me compreendam mal, e aqui não incluo os trabalhadores que são cadastrados pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (SEDEST) para exercerem a atividade em estacionamentos públicos, como é o caso de guardadores e lavadores de veículos no Distrito Federal, inclusive cumpridores da lei. Mas falo daqueles que além de provocar em nós, insegurança, nos fazem ameaças ou até mesmo prejudicam nossos bens como no caso um veículo quando não contribuímos financeiramente com o seu “ trabalho” informal . É bom lembramos que a atuação do guardador e lavador de veículos sem o devido registro pode configurar infração penal prevista no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais
Art. 47 . Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado a seu exercício.
Pena – prisão simples, de 15 dias a 3 meses, ou multa.
Cito este artigo porque principalmente em Brasília, temos a dificuldade de encontrar estacionamento público devido a grande frota de carros que circula pela cidade, e quando encontramos acabamos muitas vezes ficando reféns de aproveitadores que muitas vezes usam o nosso dinheiro que entregamos por “medo” da própria insegurança causada pelo Estado, para alimentarmos vício dessas pessoas.
Acho que o que seria público tem se tornado privado e com alto custo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O primeiro dia a gente nunca esquece



Lembro-me como se fosse hoje, chorava como um bebê que acabara de nascer e que só desejava ficar ao lado de sua mãe. Era o primeiro dia de aula, já havia completado seis anos, portanto, já podia ingressar no Pré-escolar, afinal de contas, era isso que minha mãe estava tentando fazer comigo, mas eu não queria, na verdade, não estava preparada para aquele momento, onde o medo da separação era mais forte que minhas forças ou da imensa vontade de aprender a ler.  A sensação era de verdadeiro abandono parecia que nunca mais fosse vê-la.
Mas  lá ia eu, mesmo sem vontade,  com um uniforme azulado  e um tênis branco, caminhando com minha mochila cor de rosa e minha lancheira linda, que havia ganhado do meu padrinho. Minha mãe dizia que estávamos indo para um lugar cheio de amiguinhos e com uma tia maravilhosa que me ensinaria  um monte de coisas principalmente a ler, algo que eu queria muito aprender . Só assim, para esquecer o medo ... o medo que diziam ser normal. Como podia ser normal aquele momento de tanta aflição que me separaria dos meus pais durante boa parte do tempo? Eu não conseguia entender ...excedia qualquer racionalidade.
Pronto, o caminho percorrido até a escola já havia cessado, acabara de chegar na escola, minha mãe desejou boa sorte e me largou lá, como um cãozinho abandonado, era assim que me sentia. A tia que me ensinaria tantas coisas como havia dito minha mãe, na verdade se chamava professora  Amélia, ela era fantástica, mas não era minha mãe. Meus colegas eram  todos da minha idade e conversavam comigo, mas não eram minhas irmãs. Não tinha jeito era só lembrar da minha família, que abria o bocão. Era incontrolável, era saudade. E esse era o cenário de todos os dias pelo menos até minha mãe voltar para me buscar.
Com o tempo fui fazendo amizades e a minha professora foi me ensinando muitas coisas, e fui percebendo que minha mãe estava falando a verdade, que realmente tinham pessoas que me ajudavam com conhecimento e companheirismo.  Sentia saudades da minha casa é claro, mas não chorava mais e nem sentia mais aquela aflição que me deixava com tanto medo.
Agora, minha mãe me dizia que eu havia me acostumado com o ambiente , é, e o ambiente era minha sala de aula, que a cada dia ficava mais bonita com as decorações que fazíamos para as datas festivas que iam perpassando.   Minha mãe dizia também, que aquela não seria a primeira e nem a última vez que sentiria saudades de casa, que na vida, eu passaria por muitos momentos semelhantes, afinal ,é normal...
 Prossigamos em minha caminhada, acostumada a essa hora? Será?eu estava mesmo  acostumada com toda situação? O primeiro dia de aula já não fazia mais parte de meus pensamentos? Não significava mais pesadelos?  Como momentos de tanta aflição tinham sido substituídos por momentos de alegrias ? talvez a resposta seja realmente o que minha mãe sempre dizia...
 Bolas vermelhas, luzes a cintilar,  PRESENTES... isso mesmo afinal é o que todas as crianças esperavam ganhar, pois o espírito que pairava sobre nossas aulas era o natalino. Muito bem, como o natal é no final do ano... entendeu? FINAL...  tudo passara tão rápido que eu não havia entendido que já estava no final...é no final do pré-escolar, no final de minhas aulas. Isso seria bom? E agora? Festinha de fim de ano? Despedida? Ai meu Deus... olha o sentimento de saudade chegando de novo... e sabe o que me diziam quando eu perguntava o porquê de ter que ser separada dos meus colegas e da minha querida professora Amélia? É normal a vida é assim... E lá estava minha mãe dizendo:
- Você vai se acostumar...minha filha
É, percebi que a vida é assim... como ela sempre me contou.. ela tinha razão agora estou terminando mais uma etapa da vida e compreendi  o porquê que o primeiro dia a gente nunca esquece...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fases

Dizem que as pessoas passam por várias fases na vida...
E que  são até mesmo classificadas como fáceis ou difíceis...
Sendo uma ou outra ,o importante é que elas de algum modo nos faz crescer..
Um exemplo simplório  é a famosa frase: o ser humano Nasce, cresce , reproduz e morre, famosa por sua verdade econtramos nela infinitas partículas dentro de um ciclo que por mais que pareça sem fim acaba e começa sempreem outra...
Não sei em que fase passao agora  etalvez você também não saiba me dizer sobre a sua...
Mas sei que olho para trás e percebo que já passei por uma não igual a ela, mas com características semelhantes sendo o mesmo processo
E quando acho que  tudo está se resolvendo  percebo que logo logo vem mais uma... Fase...
Nesse batidão da vida é necessário passarmos por elas...pois  sempre tiramos alguma lição..
 E se você não está conseguindo vecê-las saiba que ainda tem muitas outras delas que te farão lá na frente ser responsável por você ter consegido chegar até mais uma...
.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser Mulher...

Dizem que ser mulher não é fácil mas quem disse que gostamos de facilidade? e se assim o fosse não seríamos...
Ser mulher é sinônimo de antagonismo.... já percebeu mulher que somos inconstantes e antagônicas o tempo todo?
Antagônicas no nosso modo de agir e de pensar.. é... 
Há momentos que precisamos demonstrar fragilidade e há momento que temos que ter pulso forte senão não seríamos mulher..
Porque ser mulher é difícil e tem coisas que só nós conseguimos fazer...
 Coisas que foram feitas para nós... e ninguém... ou força nenhuma de qualquer ser que fosse... não conseguiria fazer....
Nossa bravura foi conquistada... e isso o mudo moderno não pode negar...
conquistamos o direito ao voto...
Quebramos paradigmas..
Rompemos tabus sociais..
Trabalhamos... e em dupla jornada...
E pela fragilidade?
Sim... somos frágeis porque não conseguimos usar a razão- quando na capacidade que Deus nos deu de gerarmos alguém....nos tornamos a pessoa mais frágil do mundo!!!´
Porque ser Mulher é em meio a todo antagonismo e fragilidade demonstração de existência.... existência devido a necessidade de existirmos....


Parabéns Mulher!!!!
Nayara Carvalho



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TALVEZ


Mais um ano chega ao fim... 
chega ao fim mais um ano...
Talvez aquilo que você desejou não aconteceu ou... talvez sim..
Talvez aquela promessa que você fez não tenha sido cumprida ou talvez sim..
Talvez pessoas ao seu redor não corresponderam suas expectativas ou talvez sim...
Talvez a palavra TALVEZ cercou o seu fim de ano de uma maneira que não te satisfez...
Talvez o que você tenha esquecido é que para Deus a palavra Talvez não existE, e que a dúvida que lhe cercou pelo Talvez não lhe trouxe exatidão mas somente uma possibilidade...
Possibilidades são possíveis mas... e quando a impossibilidade causada pelo Talvez te cerca? AÍ você pode ter a certeza.... certeza de que o que um dia foi causado pelo Talvez e que te fez perder a fé... a coragem.. a esperança.... e que te apresenta o impossível.......é na verdade uma maneira de te fazer esquecer um poderoso detalhe que TALVEZ pelas dificuldades da vida você não tenha enxergado: Que o IMPOSSÍVEL Deus faz acontecer... que o que você não pode fazer Deus pode, e que se por acaso O talvez vier te cercar lembre-se: você pode todas as coisas naquele que te fortalece..
DESEJO a todos um 2012 e sem Talvez(s) e a certeza de uno ABENÇOADO!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Resenha do filme Antes da Chuva


O filme Antes da Chuva retrata um cenário de um cinema distante do que as pessoas estão acostumadas a assistir, já que a mídia está direcionada ao modelo de um cinema onde os filmes  seguem  um padrão que é imitado por muitos, como é o cinema americano.
Antes da Chuva segue um roteiro interessante pois a história do filme  está dividida em três fases, são elas: palavras, rostos e imagens.
A história da fase Palavra gira em torno de um sentimento entre um monge e uma albanesa que foge de sua terra depois de ser acusada por grupos de ter matado um homem. Kilre, o monge, vive em monastério e é conhecido por um voto de silêncio que faz a Deus. Esse voto faz com que ele não denuncie aos seus superiores e acolha a jovem zamira acusada e procurada por alguns grupos que defendem a lei contrária a dos ortodoxos que é “olho por olho dente por dente’’ e que a vingança é a solução para a albanesa. O voto é quebrado após kilre ser expulso do monastério  devido ao fato de mentir ao esconder zamira, então essa fase do filme termina quando eles ao fugir são descobertos pela família da moça e são separados com a suposta morte de zamira.
Em meio a esta sinopse da primeira parte do filme, importantes cenas devem ser resgatadas, cenas estas que fazem parte da construção desse quebra-cabeça que é o filme Antes da chuva. Uma das cenas que está no início do filme, aparece uma pessoa sendo enterrada por um grupo religioso. Uma frase que é citada constantemente na história é a seguinte: “o tempo não acaba, o ciclo nunca se completa” são peças que no final do filme ajudam a montar esse quebra-cabeça. 
O filme então segue para a segunda parte que é chamada de Rostos, é importante lembrar que deve haver bastante atenção nessa fragmentação que compõe a cronologia inversa desse filme, pois para entendê-lo é necessário acompanhar essas ligações. Antes da chuva, continua com a história de uma moça que vive um dilema ao amar duas pessoas. Anne é uma moça casada e que trabalha para uma agência de fotografia em Londres. O dilema começa quando ela conhece um fotógrafo chamado Aleksander e se apaixona ao ponto de viver atormentada devido à situação.  Em um encontro entre Anne e o marido em um determinado bar acontece uma briga e tiros atingem seu esposo e o mata deixando Anne ainda mais conturbada com a situação.
Neste segundo momento da história, pode-se fazer um paralelo de um dilema que está presente nas duas primeiras fases.  Em Palavras Kilre vive um conflito entre o primeiro amor que é a fé que ele acredita e segue e também quem sabe por seu outro primeiro amor Zamira. Do mesmo dilema compartilha também Anne com seus dois amores o esposo e o fotógrafo Aleksander.
  Na terceira e última fase onde ficam as últimas peças do quebra-cabeça Aleksander, o fotógrafo, resolve voltar à Macedônia. Chegando lá ele se depara com uma guerra civil, é a briga principalmente entre macedônios ortodoxos e mulçumanos albaneses.  Aleksander consegue matar através de seu trabalho, pois em uma cena ele se sente inútil por não ter boas fotos do registro da guerra então um soldado sacia sua busca, e de uma forma cruel mata um preso para que Aleksander tivesse o que registrar. Em meio a trajetória dessa história o fotógrafo encontra-se com Kilre e Zamira que no final é salva da morte por Aleksander.
 A montagem desse quebra-cabeça é muito complexa, pois o filme explora do espectador uma interpretação de fatos até chamar à atenção de todos os pontos questionados em sua narrativa.
O próprio fim do filme remete-se coincidentemente ou não a uma frase que é constantemente  lembrada:  “ o tempo não acaba , o ciclo nunca se completa” o roteiro do filme foi também reflexo da frase pois a impressão que se tem quando se chega ao fim da história é o retorno ao começo  como um círculo onde não se sabe onde começa ou termina. A frase também pode ser associada a violência, submissão da mulher, as disparidades sociais e exclusões que acontecem no mundo e que não acabam que  são sempre cenários de uma triste realidade que são refletidas em épocas e governos diferentes mas que não se resolvem e que continuam constantemente atingindo as pessoas no mundo.
O filme traz uma reflexão de um mundo de contradições em que o amor e ódio se cruzam , de um mundo em que o que morre nem sempre é vítima do acaso ou de estranhos mas é vítima de sua própria família e da ausência de um olhar. Um olhar que poderia ser notado não apenas pela própria sociedade civil mas principalmente por aqueles que tem como obrigação trazer a paz e unir povos como é o caso da Organizações Das Nações Unidas (ONU).
 O título Antes da chuva é sugestivo quanto à sua interpretação todos os acontecimentos que  se passam  são antecedentes do momento do cair da chuva que pode está associado a importância  climática de uma chuva para uma boa terra .Como a paisagem de árvores do campo que estão à espera de uma chuva e para que haja esse fenômeno da natureza é necessário um ciclo que passe por fases para se completar assim também eram as vidas dos personagens do filme que esperavam por algo melhor por um ciclo que se completasse e que no final pudessem também colher seus frutos.