Bom pessoal! Eu já estava quase desistindo de escrever um conto e só voltaria a fazê-lo pelo menos por uns dez contos de Réis ou de Reais. No entanto fatos novos aconteceram e não contive a vontade de contar a todos a nova aventura de uma de minhas filhas a qual não mencionarei o nome de Nayara para resguardar a sua identidade secreta. Em Brasília não existe ninguém que conheça os caminhos ou os atalhos como ela. Pois bem: Certo dia a minha filha foi ao a Aeroporto levar sua irmã que viajaria para o exterior e se não me engano o seu destino era Boi Nos Ares. , Muito chique e se sentindo importante esta filha conduziu o seu Fox vermelho como menos 10.000 km rodados pelas ruas de Brasília e assim sem qualquer problema chegou ao seu destino. Ela se despediu de sua irmã e retornaria a sua residência na cidade satélite do Gama que fica a cerca de 30 quilômetros do Aeroporto. Para quem vive em Brasília e conhece o trajeto da volta a viagem seria difícil e distante, mas para Nayarinha isso não é nada, porque ela além de ser uma exímia motorista conhece todas as ruas desta cidade planejada para não receber ninguém. Ao retornar para casa, a nossa personagem seguiu em direção ao Plano Piloto para de lá acessar a saída sul de Brasília. Em seu trajeto passou por baixo do viaduto do balão do aeroporto e daí em diante parecia com um craque de futebol saindo em contra-ataque . Pegou seu carro e passou de passagem pelo Zoológico, passou pelo Park Shopping, fez tabela com a Via Estrutural, passou por Taguatinga e quando estava prestes a chegar em Águas Lindas deu um banho de cuia na Ceilândia e entrou na área de Taguatinga centro levando perigo a Samambaia passando de passagem pelo Recanto da Emas driblando as dificuldades e por fim chegando ao seu destino o Gama depois três horas e quarenta e dois minutos depois percorrendo apenas 342 quilômetros descobrindo desta forma um caminho muito mais curto para quem deseja sair do aeroporto e seguir em direção ao Gama. Notem os amigos que em matéria de transito a nossa motorista conhece os melhores percursos para quem vive em Brasília. Além disso sabe como preparar uma iguaria de sabor incalculável o que na verdade a tornou famosa. Bife temperado com detergente que provavelmente limpará o intestino de quem saboreá-lo. Nada mais a declarar e encerro este conto contando com sua paciência.
Quem sou eu
quarta-feira, 20 de maio de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
O amor de Deus
Pode alguém entender um amor assim? pode alguém ter dúvidas desse amor? que amor é esse que foi capaz de "elaborar um plano" para que seus filhos pudessem ser livres? é exatamente desse amor que quero compartilhar com você, leitor. Você pode até se perguntar nesse momento o porquê de ter que estar lendo esse texto, mas gostaria de lhes dizer que se eu não compartilhar desse amor estaria sendo a pessoa mais egoísta do mundo, estaria sendo ingrata com o dono desse amor, portanto, vamos falar um pouco desse sentimento que faz entender toda poesia, que é a própria expressão e inspiração do que nos move: o verdadeiro amor, o amor de Deus.
A Bíblia, livro sagrado daqueles que creem, diz na primeira epístola de João no capítulo 4 versículo 8 que quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. E de fato, é verdade, podemos observar em nossa volta como está o mundo, cheio de violência, medo, males que assolam vidas e vidas que assolam outras vidas, é exatamente assim que está o nosso cenário. Será que não seria interessante então que as pessoas começassem a conhecer a Deus para que de fato viessem a amar e deixassem de praticar o mal, porque Deus é amor. Ele demonstrou esse amor por nós, e você sabe como?" Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". (João 3:16). Isso mesmo, elaborou o plano de salvação, e não estou falando aqui de religião, mas estou falando da forma de expressão de um amor que foi capaz de dar aquilo que mais lhe importava para salvar a humanidade. E o que lhe proponho aqui nesse texto, é que você ame mais, e isso será possível se eu e você conhecermos a Deus cada dia mais. Porque Deus é amor, prova ele já nos deu bastante, então, cabe a nós, também por meio de nossas ações estendermos esse amor ao próximo.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Querido diário! Hoje nada vou escrever porque nada fiz o dia inteiro, portanto te tornarás uma página em branco como se fosse um dia que não vivi. Mas querido diário! Não sei porque só escrevo a noite nesse diário.... Então seria noitário ou tardario . Opa!!!! Se diário tem assento tardário também tem! Ma a licença poética me diz que mesmo estando errado sempre estarei certo. Certo? Ou errado? Talvez a licença me dê licença e me permita por mais uma vez errar. Então atire a primeira pedra aquele que nunca tenha pronunciado ou escrito uma palavra errada... Foi como eu pensei!!!! Ninguém! Então vá e não erres mais. Assim diria o velho guardião da língua portuguesa. Aquele que crasear o a indevidamente arderá no fogo da prosopopeia e semeará sobre o texto produzido uma demência contida na palavra final provocando um ponto e vírgula que jamais anunciará um outro assunto. Assunto se escreve mesmo é com dois "SS"? Me perdi! Ah.... Depende do assunto! Se ele for pequeno um "s" basta. Essas entrelinhas se colocam implicitamente no meio daquilo que eu tento dizer quando nada tenho a dizer. Agora chega! Diário chato e vazio de idéias e atos. Perdi a vontade de escrever porque a noite já chegou com ela veio a vontade de continuar a não fazer aquilo que eu estava fazendo. Ou seja: Nada vezes nada que é igual a nada ao quadrado
"Diário do meu pai" Roberto Carvalho
"Diário do meu pai" Roberto Carvalho
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Os avanços da " Consciência negra"
(Foto: reprodução internet)
Hoje, 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra, um dia memorável para uma classe que por séculos foi marginalizada e que sofreu, e ainda sofre com o legado de um período amargo e desumano, o período escravista que perdurou do Brasil império até final do Brasil colônia. Mas até então, tudo bem, sabemos que o quanto esse período foi ruim para a história e o quanto provocou segregações raciais no país. E agora a pergunta é e o que mudou de lá pra cá? quais foram as medidas adotas na sociedade quanto a esse tema? quais foram os avanços para que a "igualdade" entre as pessoas de fato acontecesse? Vamos por parte, primeiramente devemos registrar iniciativas políticas que levaram à algumas mudanças, por exemplo, tivemos algumas leis como: A lei do Ventre livre, criada em 1871, concedendo liberdade aos filhos de escravos nascidos após a lei. Já no ano de 1885, foi criada a Lei dos sexagenários, dando liberdade aos escravos como mais de sessenta anos de idade, e por fim, em 1888 foi assinada pela princesa Isabel a Lei Áurea, pela qual os escravos puderam de fato conquistar sua "liberdade", sim liberdade questionada pois depois de servir por tanto tempo senhores e vassalos para onde iriam? o que fariam com sua "liberdade"? a resposta já sabemos, a maioria continuava servindo aos seus senhores. Pois bem, toda essa mudança política em favor dos escravos não foi assim pacífica, muitos lutaram até mesmo com sua própria vida, como foi o caso de Zumbi dos Palmares, aliás, foi por meio de sua luta , é que hoje comemora-se o dia da consciência negra, que já seria um avanço? sim, um avanço social memorável. Mas o que mais mudou do Brasil colônia para o atual República? temos como de fato comemorar a consciência? as pessoas estão conscientizadas mesmo? hoje, apesar de muitos pensamentos divergentes, há algumas leis no Brasil que vieram para diminuir a dívida histórica de nosso país para com a população negra, tais como leis que provocam a inclusão do negro por meio de cotas em universidades e até em concursos federais. e por meio delas, muitas histórias de famílias negras têm tido um outro desfecho totalmente diferente do que era tradicional em nossa história. No campo educacional, há também desde 2003 a inserção obrigatória da história da cultura afro-descendente nas escolas, sejam elas públicas ou particulares feita pela lei federal n° 10.639. O que leva um pouco mais de conscientização para as crianças de nosso país e que faz com que elas compreendam o seu passado.
Se as pessoas ou se o governo estão de fato mais conscientes ou não? isso é uma questão de compreensão e reflexão que eu e você devemos ter todos os dias, pois afinal de contas todo dia é dia de conscientizar-se de que o "outro" na verdade, pode ter sido você no passado, pode ser você no presente ou poderá ser você no futuro.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Resenha do livro "1968: O ano que não terminou" de Zuenir Ventura
A obra é apresentada por meio de relatos de pessoas que viveram as aflições do ano que não terminou. o livro começa em uma festa, onde são narradas as primeiras evidências de um ano que transparece todas as mudanças provocadas na sociedade.
No decorrer da leitura do livro, são percebidos pontos fundamentais, como a mudança comportamental dos jovens e a quebra de valores em uma família, como é o caso de começarem a surgir separações de casais , quebrando o tradicionalismo e rompendo as barreiras do preconceito.
Todo o envolvimento dos personagens com a história é transmitido pela maneira adotada pelo o autor de dialogar com o leitor como se fosse um filme registrado pelos olhos de quem lê.
Muitos fatos importantes aconteceram em 1968, o que faz dele ser apontado um ano que não terminou, mas que vai sempre ser lembrado por aqueles que preservam a história. Capítulos narram fatos como a morte do estudante Édson Luís, o festival de música, o período ditatorial no Brasil, o feminismo e a moda são fortemente influentes para acontecimentos de revoluções que mostraram o determinismo vivido na época. É inevitável que o livro não traga uma curiosidade para aqueles que não puderam viver no ano de 1968.
Hoje, após 40 anos de 1968, o mundo carrega uma herança de uma geração que fez a diferença, que revolucionou quando foi necessário e que não se amedrontou em encarar todo sistema político que dominava o mundo e em transmitir a realidade vivida. Ideias de pensadores, como os marxistas, eram fortemente defendidas e serviam como base para a verdadeira mudança que deveria acontecer, como queriam os chamados "comunistas".
No decorrer da leitura do livro, são percebidos pontos fundamentais, como a mudança comportamental dos jovens e a quebra de valores em uma família, como é o caso de começarem a surgir separações de casais , quebrando o tradicionalismo e rompendo as barreiras do preconceito.
Todo o envolvimento dos personagens com a história é transmitido pela maneira adotada pelo o autor de dialogar com o leitor como se fosse um filme registrado pelos olhos de quem lê.
Muitos fatos importantes aconteceram em 1968, o que faz dele ser apontado um ano que não terminou, mas que vai sempre ser lembrado por aqueles que preservam a história. Capítulos narram fatos como a morte do estudante Édson Luís, o festival de música, o período ditatorial no Brasil, o feminismo e a moda são fortemente influentes para acontecimentos de revoluções que mostraram o determinismo vivido na época. É inevitável que o livro não traga uma curiosidade para aqueles que não puderam viver no ano de 1968.
Hoje, após 40 anos de 1968, o mundo carrega uma herança de uma geração que fez a diferença, que revolucionou quando foi necessário e que não se amedrontou em encarar todo sistema político que dominava o mundo e em transmitir a realidade vivida. Ideias de pensadores, como os marxistas, eram fortemente defendidas e serviam como base para a verdadeira mudança que deveria acontecer, como queriam os chamados "comunistas".
domingo, 10 de novembro de 2013
É questão de educação..
Era um típico fim de semana... e o que se faz em um típico fim de semana? ah aí depende de sua rotina, mas posso afirmar que uma das atividades mais praticadas é a famosa ida ao mercado.. ah quem não goste muito dessa atividade, mas a vida é tão corrida não é mesmo? então tem coisas que só dá para fazer aos finais de semana. Mas vamos lá.. Saímos eu e minha mãe no domingo rumo às compras do mês, a nossa paciência começou a ser testada quando passamos cerca de 15 minutos procurando por uma vaga no estacionamento (atividade atípica para um fim de semana). Daí então, pegamos o carrinho, escolhemos os produtos que íamos levar... e aí chegou o grande desafio do dia, talvez nunca tivesse visto tanta hipocrisia, maldade, falta de educação e tanta ignorância em um dia só. Acompanhe comigo esse desafio:
Para começar, eu e minha mãe, entramos na fila do açougue, fila esta que tinha cerca de 7 metros, permanecer nela, já parecia ser o desafio do dia, mas até aí tudo bem, porque se tem um povo que sofre em fila é o brasileiro não é mesmo? é fila no banco, nos hospitais, em repartições públicas, enfim, seria só mais uma fila em meio a tantas que já enfrentamos no dia-a dia. Mas o desafio ainda não era esse, acompanhe... pois agora uma série de imprudências e exemplos a não serem seguidos começam a desencadear.. Então, depois de ficarmos em pé na fila durante meia hora, e até aí ainda não fomos atendidas, percebemos que uma outra fila começou a surgir do lado oposto da que estávamos, sem ter identificação nenhuma, fomos avisadas que que essa outra fila era preferencial, mais espera aí um pouco vamos relembrar quem pode usufruir desse direito? então vamos lá: lei 10048/00 diz que este direito é destinado à pessoas portadoras de deficiência, idosos, com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo ( redação dada pela lei 10.741/2003). Mas isso foi só para relembramos sobre a lei que trata do atendimento.. e entramos na situação... Pois é, pessoas na maior e desculpe pela expressão mas, na maior " cara-de pau" começaram a sair da fila que estávamos para ser atendidas na outra " preferencial" detalhe é que estas pessoas não eram gestantes, idosas ou lactantes, eram mesmo verdadeiras aproveitadoras, aproveitaram a situação para desfrutarem de algo que não tinham direito e o pior desrespeitando também àqueles que assim como eu, estavam na fila durante muito tempo... não preciso nem dizer que confusões foram registradas nesse dia e até a gerência foi chamada, mas sabe o que mais me chateia nessa história toda? foi ter que ouvir de um dos atendentes a seguinte frase: " tudo isso, por um pedaço de carne" ele usou essa frase referindo-se ao momento em que alguém lutava por seus direitos enquanto esperava na fila do açougue, o que o atendente não aprendeu é que não era tudo por um pedaço de carne , mas era TUDO por justiça e igualdade e NADA pela ignorância.
Saímos de lá tristes, não porque passamos muito tempo em uma fila, mas porque percebemos que tanto as pessoas que desrespeitaram a fila quanto aos atendentes que contribuíram para isso, não cumpriram a lei maior, aquela que rege a convivência em sociedade, a lei da EDUCAÇÃO.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
E o que mudou?
Índios expulsos de suas terras,
desmatamentos e mão de obra escrava. Tudo isso, pela produção e comercialização
de um produto, Tudo isso, pela ganância de homens que destroem culturas de
povos e que continuam a destruir sonhos. Você deve estar imaginando que estou falando
de uma época muito distante da atual, aliás, deve imaginar um cenário de um
país em colonização, dominado por um “Senhor”. É, mas não vim aqui falar de uma
época distante, essa cena infelizmente se repete nos dias de hoje, na era
República onde o “Senhor” não tem por nome de um País e sim, vários nomes
formando um conjunto chamado de “Multinacionais”, é isso aí, corporações
industriais frutos da globalização e que povoam vários territórios. O cenário apresentado mostra o que multinacionais, que tem por intermédio do comércio internacional de
açúcar, desolado pequenos proprietários de terra cultivadores da “nossa cana”,
só para satisfazer as necessidades industriais, capitalistas e gananciosas.
Passaram-se séculos, mas a história
continua. E o que mudou? Só o nome do “senhor”.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Memórias de Tom
Muitas pessoas dizem que o peixe, por ter ômega 3 é bom para nossa memória, e de fato é, a própria medicina está aí para comprovar, mas hoje não quero falar sobre os benefícios que o peixe, como alimento nos proporciona, quero então trazer a memória, momentos em que um peixe em especial nos proporcionou, conhecido como Tom, ele encantou e enfrentou as correntes de sua vida para nos fazer lembrar de suas aventuras. Então, conheça agora um pouco a história de Tom, um peixe domesticado.
Há três anos, em uma Escola Bíblica de Férias (EBF) de crianças, a qual tinha como tema: Navegando com Jesus, todos os alunos e professores tiveram como lembrancinha um peixe inserido em saco plástico com água, cada um teve a oportunidade de escolher um peixinho, não muito satisfeita, Érika, uma das professoras, escolheu um peixe meio raquítico e que não tinha uma beleza visível, mas resolveu então levá-lo para casa e dar-lhe um nome : Tom, nome este, escolhido pelo acaso. Enfim, Tom agora tinha um lar, mas como todo peixe domesticado mora em um aquário, não poderia ser diferente com esse, ou será que sim? vejamos, a sua dona então dá a ele, um pequeno aquário, que não demorou muito, para ser rejeitado pelo seu próprio habitante. Mas Érika e sua família deram mais uma nova casa a Tom, aí parece que ele não a rejeitou, pelo menos não naquele instante. O tempo foi passando e as notícias corriam soltas, os alunos daquela EBF e seus respectivos professores se surpreendiam com a existência de Tom, pois já não havia mais nenhum peixe se quer vivo para contar história, todos já tinham morrido, ops todos não, Tom estava lá, firme e forte habitando o lar da família Carvalho, sempre dando umas cambalhotas e se alimentando como um leão!
Érika todos os dias ao chegar da faculdade perguntava: - Mãe já colocou comida para o Tom?
- e se porventura sua mãe viesse a esquecer, era bronca direto, tamanha era a preocupação com Tom.
Tom realmente já tinha a confiança de todos da casa, inclusive de crianças que ia visitá-lo. Mas como disse anteriormente, esse peixe com o passar dos anos foi ficando mais exigente, e parecia não mais gostar de morar em um aquário, por isso, começou a reclamar com sua dona, aí nesse momento você deve está achando maluquice, mas não, é isso mesmo, Tom começou a reclamar por meio de comportamentos estranhos, vivia se rebatendo no vidro e saltando no aquário, foi aí que Érika o entendeu, e resolveu colocá-lo em um pequeno recipiente- bacia, então Tom ficou mais quieto , e continuou a ser o mesmo de sempre. Aqui, quero pedi sua permissão para contar uma aventura maluca de Tom: Certo dia, eu havia chegado em casa, e não havia ninguém a não ser a Cessi, nossa cadelinha, e ao abrir a porta do quarto onde Tom ficava, me deparo com uma cena assustadora, e aqui, se você realmente acompanha minhas crônicas vai lembrar de um fato curioso, enfim, a cena que vi, foi a de um peixe no chão se rebatendo, eu não tive coragem para pegá-lo e jogá-lo de volta em sua bacia, porque da mesma forma que sempre tive medo de pegar em galinha, rsrsrsrsr, (para entender leia minha crônica: O retorno da galinha), mas também não pego em peixe, tenho uma certa gastura.. sei lá, mas o fato é que nesse pega não pega, a vida de Tom estava em risco, por isso, fui correndo à rua pedir ajuda, e a minha sorte é que minha irmã chegou e o pegou, nesse intervalo ,nosso peixinho ficou uns 10 minutos sem respirar, é isso mesmo, até hoje muito riem desse fato , mas é o que aconteceu com nosso guerreiro. Daí o trecho da música: Peixe Vivo, se aplica ao nosso Tom... "Como pode peixe vivo viver fora da água fria".... Mas nosso peixinho sabe como pode.... rsrsrsrrs Ufa! ele é guerreiro!
Depois desse episódio, e com o passar dos últimos dois anos, Tom parecia não ser mais o mesmo, não sei se as quedas constantes e falta de oxigenação o fizeram ficar meio estranho, ou até mesmo a velhice o deixou caduco, mas só sei que Tom ainda nos alegrava! Outro dia, a Érika percebeu um agravante na saúde do peixe, ele havia ficado cego, foi um dia muito difícil para os seus donos, pois Tom tinha diminuído sua capacidade arteira dentro de sua bacia e não brincava mais como dantes, mas comida ah.. para se alimentar, ele não media esforços...
É... parece que a cegueira de Tom, veio para nos fazer enxergar, que por mais somente alguns meses, o peixe domesticado, ficaria conosco, e foi o que aconteceu, hoje Tom foi encontrado retorcido em sua bacia, retorcido, demostrou que nadou até o fim, nessa maré de vida... da vida de um peixe...
sábado, 12 de janeiro de 2013
Minha Viagem de férias
Olha pessoal! Saí de férias istor dia e resolvi gastá inté o qui eu num
tinha. Comprei um jumentinho e falei preu mesmo! Vou lascá a sandália no mundo
e pegá um sor qui na Brasília num tem. Peguei uma bateria carregada,
instalei um toca-fita Rodstar e coloquei no lombo do bicho que di tão infeitado
parecia inté uma árvori e natá.Ele era um bicho muito arisco e tinha
tração nas quatro patas, ar concionado
que só funcionava na hora que sortava pum, óculos Ri Ban na cara que ficava
inté parecido cum Vardiki Soriano. O jumento era mais metido que secretária de
deputado e tinha uma listra preta no lombo que parecia que era pintado. Saí
ouvindo o som na maior altura,tocando a música do Luis Gonzaga que se chama O
Jumento é nosso irmão. Peguei a istrada do Sobradin . pra dispois encontrar a 020
cum distino indestinado e cum dô nu intestino pro causa dos pastér da
redoviária, acompanhado do disintala gato que é o tar di cardo di cana. Com o
jumento a mais di deis por hora quase dando cavalo di pau
na pista, quando o bicho puxava o frei de mão. segui aquela istrada a
mais di cinco hora e ainda num tinha passado di Pranaltina dos goiás. Desci pra
tomá um café nesses lugá na bera da estrada e falei com o vendedo. Bota um café
aí pra mim e ele me perguntô ! É pingado? E eu falei! Põe de uma veiz só qui eu
tô com pressa! Paguei aquele pretinho com o que tinha sobrado do 13º e montei
no imprestável que era o nome do meu burrico e segui em direção a Bahia. Na subida
as tartaruga me ultrapassava, mas só que na descida as coisa se invertia porque
aí era eu qui era ultrapassado por elas. Mas num me abati pois dispois de cinco
dia de viagem usando aquele papel igiênico Jornalex que limpa e informa, sem
tomá banho, já tava cum cherinho de francês, me senti importante e usei aquele
perfumi qui mi custou os olhos da cara, mais ou menos uns 5 Real de nome
Essensê de Lê Gambá e a coisa mudô, eu tava mais cherôso do qui mulhé da vida
no local di trabalho, peguei o espelho e vi qui tava mais bunito do qui
contra-cheque di deputado no finar do ano. Já tava chegando perto de Alvorada
pois percebi qui faltava apenas 120 quilômetros pra percorrer montado naquele jumento ligêro. Só qui o bicho inpacô qui nem
medida provisória quando intala a pauta do congresso ,e eu fiquei parado qui
nem salário de servidor público no governo da Dilma, e fiquei mais chateado do
que torcedor do torcedô do Botafogo na reta finar do campeonato., mais num
pudia desistir porque afinar eu tava curtindo as férias. Cansei! Larguei aquele
filhote de zaga do Flamengo cum ataque do Atlético Goianiense no meio da
istrada amarrado num pé de piqui onde tinha uma caixa de marimbondos. Segui a
minha caminhada levando a importância de deis reaus e um vale transporte. Andei
muito, sofri mais que palmeirense em dia de jogo e cansei mais do que zagueiro
que tenta marcar o Neymar. Dispois de caminhá uma semana cheguei em Alvorada
cuns pé mais lascado do que juelho de torcedor do Vasco fazendo promessa pro
time melhorár. Quando eu entrei na cidade, a primeira cara que eu vi foi a
daquele burro discarado cum a barriga quase arrastando no chão di tanto cumê e aquele ar di felicidade que
mais parecia um torcedô do Fluminense. Cheguei bem perto daquele istrupício,
olhei bem nos olhos dele e por um momento pensei que ele de certa forma tava
rindo de mim com aqueles beiço de lutador derrotado de luta livre e aquele
olhar de menino traquino que tinha acabado de ver a priminha tomar banho pelada.
O ódio me subiu a cabeça e a vontade que tive foi de esmurrar aquele filhote de
STJD com CBF até ele cair que nem adversário do Anderson Silva. Eu tava retado!
Eu tava muito raivoso porque investi naquele jegue inté o dinheiro que num
tinha pra dispois aquele desclassificado me deixar a pé ondi a única coisa que
passava era os dias das minhas férias. Foi triste as pinga qui eu tomei e pior
ainda os tombo que eu levei. Sentei no banco da praça pra discança e arrumar um
jeito de vortá pra casa porque as férias tinham ído pras cucuia e então eu
tinha que vortá pra Brasília onde o trabalho me esperava.
O jumento qui num é
burro ficou com o fazendeiro em Alvorada comendo do bom e do mió. Mas agora
tenho que ir embora e só confio nas minhas pernas. Elas não empacam e nem me
deixam na istrada.
Conto de Roberto Carvalho.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O retorno da Galinha
Por que será que existem tantos animais, mas só alguns como cachorros e gatos ficam em evidência? Por acaso somente eles teriam sentimentos pelos seus donos? Talvez essa seja a pergunta que muitos animais
gostariam de fazer se assim pudessem... E foi exatamente observando o comportamento
de um desses animais que descrevo uma situação bastante curiosa que me fez
entender que não só cachorros ou gatos têm sentimentos pelos seus donos acompanhe por gentileza:
Estávamos eu e minha famosa cadelinha Cessi, como é de
costume, passeando pelas ruas, próximo à minha residência quando escuto um: Có
có có có cocoricó.....então pensei de onde vem esse barulho... Logicamente você
deve pensar de uma galinha ora, e de fato vinha de uma galinha, mas por que
essa galinha cacarejava tão alto? Queria ela se comunicar? O que o Có cocoricó
dela queria dizer meu Deus?....pensei eu... então... fui chegando cada vez mais
perto e puxando a Cessi na coleira, já que ela tem medo de galinha, fui dispistando...dispistando ... Opa o que é
isso? O que essa galinha está fazendo? Lá está ela imagine a cena... Dois
passos para trás e um pulinho para frente, dois passos para trás e um salto a
frente, e esta cena se repetia...pensei até que a galinha estava dançando, ou
sei lá treinando para as próximas olimpíadas...quem sabe ué? O fato é que
aquela galinha estava tentando algo e como dizem por aí que eu invento ou que
ouço muito os animais, ou melhor, vejo coisas nos animais que ninguém consegue
enxergar então.... fui tentar entende-la
peguei a Cessi no colo ( tadinha ela estava cansada) e segui em direção àquela galinha... com muita cautela porque eu também tenho medo de alguns
animais inclusive de galinha, mas essa é uma outra história outro dia conto
para vocês, enfim ali estava ela .. Entendi o que ela queria com tantos pulos e
cocoricós.. ela estava na verdade advinha? Tentando retornar à sua casa, cada impulso que
ela dava era um preparo para poder pular o muro tadinha cada cocoricó que ela
entoava era para dizer eu quero entrar de novo em minha casa, já que o portão
estava fechado, a minha visão mudou em relação aos animais, aprendi que galinhas
não fazem a au au.. não balançam o rabo, afinal nem têm para balançar,mas que elas
também amam seus lares. ...E depois dizem que só cachorros têm sentimentos...
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